A MULHER NA AFRICA
Um ditado dos africanos diz: “
Quem educa uma mulher, educa um povo.” A sociedade africana, apesar de machista (Isso é de gerações), delega a responsabilidade da educação dos filhos à mulher. Isso porque a mulher (mãe) convive com as crianças mais tempo do que os homens, a mãe come em separado com as crianças e o pai fica com os seus filhos adultos ou amigos do outro lado.
Um fato: a criança viver os seus primeiros meses de vida “grudado” na mãe. A mãe amarra o filho todo nu nas suas costas, que também estão nuas. Este contato, no sentido literal do termo, faz com que a mãe transmita para a criança todo o seu ser maternal, como se os fluídos do seu corpo entrassem na criança.
Outro fator importante: é a criança acompanhar a mãe em todos os lugares. É no caminho da roça, quando vai buscar água, na execução dos trabalhos domésticos, entre outros... A criança é a companheira fiel da mãe em todas as suas coisas na parte do dia e, à noite, ainda dorme no chão encostadinha na mãe. Podemos relacionar ainda um outro aspecto que é estritamente cultural: o sistema matriarcal. Esse sistema determina que a herança vem do lado maternal e não do paternal. Logo, a criança é bem educada e orientada pela sua família do lado maternal.
Na sociedade africana a criança é a glória da mãe. A mulher será bem estimada pelo seu marido e seus familiares pelo número de filhos que ela colocar no mundo.
A mulher, por este motivo: sempre deseja ter muitos filhos. No entanto, ela evita de dar a luz todos os anos, para não fazer sofrer o último filhinho que ainda está sendo amamentado no peito. Como não existe nenhum método contraceptivo na tradição africana, então o marido evita de ter relações sexuais com a sua mulher durante os oito meses que seguem o parto,claro que essas coisas não são com todas, mas sim podemos dizer que é a maioria.